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Compatibilização: Como funciona? Quais as vantagens do BIM?

Vamos falar sobre compatibilização de projetos?


Sabemos que no processo tradicional de projeto essa etapa acaba sendo bastante problemática. No cenário atual, temos engenheiros, construtores e arquitetos trabalhando de forma isolada, com um processo de projeto extremamente fragmentado, confuso e pautado em documentação impressa.


Nessa etapa, também é possível identificar mais claramente problemas de comunicação decorrentes da fragmentação do processo e dos desenhos 2D. As partes envolvidas muitas vezes se veem diante de informações dúbias, duplicadas, erros, custos inesperados, omissões, inconsistência e atritos.


Fato é que a compatibilização é um etapa crítica, que não deve ser negligenciada. Estudos apontam que identificar erros e incompatibilidades na obra é a forma mais onerosa de solucionar os problemas, e que quanto mais cedo os erros forem identificados, mais barato vai ser para conserta-los, tendo em vista que o custo, o esforço e o tempo despendidos na execução de uma edificação são bem maiores do que durante as fases iniciais, ainda em projeto. Entretanto, é comum ver esse processo ser realizado somente na fase de construção, onde a habilidade de impactar custo e performance é bem menor , tornando-o ineficaz.

O que acontece é que a comunicação, no fluxo de projeto tradicional, ocorre de forma centralizada, os projetos arquitetônico e complementares são contratados separadamente e a colaboração é pouca ou nula. O resultado disso são projetos de diferentes disciplinas com várias interferências e erros entre eles.


O BIM propõe uma nova abordagem para esse processo de projeto. Pesquisas mostram que a colaboração é um ponto chave para se obter sucesso na implantação desta plataforma. E a partir dessa premissa, o papel de cada envolvido no empreendimento muda, e todos passam a ser agentes ativos do começo ao fim. O BIM pede que construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos se unam no desenvolvimento e compatibilização.


Projetos andando juntos, projetistas em sintonia trabalhando ao mesmo tempo, com softwares que se comunicam, processos adequados, reuniões de alinhamento periódicas com as partes envolvidas, e desenhos 3D, impossibilitam a incompatibilidade entre pranchas de um mesmo projeto.


Ainda, existem softwares específicos para identificar as incompatibilidades que possam passar despercebidas pelos projetistas, como é o caso do Navisworks e do Solibri, ambos ferramentas para a detecção automática de interferências entre disciplinas.


Assim, com o a implementação plena do BIM, seguindo seus conceitos colaborativos, é possível atingir melhores resultados, em um tempo menor, impactando menos nos custos da obra, otimizando uma etapa essencial de projeto.

O BIM chega para unir os projetistas, estabelecer um processo integrado, que busca uma junção de tempo e esforço, entre todas as partes, em prol de um projeto e consequentemente uma execução, bem planejados, previsíveis e eficazes. BIM não é somente uma ferramenta de projeto, mas uma metodologia que busca melhorias e unidade de informação em todo o ciclo de vida do projeto.

Eai, como anda o processo colaborativo em BIM na sua empresa? Me conta como foi sua experiência!

 
 
 

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